O mercado brasileiro de trigo encerrou outubro com recuos significativos nos principais polos produtores, refletindo o avanço da safra e o ajuste natural das cotações ao novo quadro de oferta. O analista da Safras & Mercado, Elcio Bento avalia que o movimento estava dentro do esperado, mas alerta que o clima ainda pode alterar a trajetória dos preços nas próximas semanas.
No Rio Grande do Sul, a queda mensal chegou a 14,1%, acompanhando a entrada da safra nova. “Mesmo com as incertezas climáticas, era natural que o mercado ajustasse os preços à realidade de maior oferta”, afirmou Bento. Em relação ao mesmo período do ano passado, o recuo alcança 16%.
No Paraná, o recuo em outubro foi mais moderado, de 5,3%, já que boa parte do ajuste havia ocorrido em setembro. Com cerca de 85% da área colhida, a comparação anual indica queda acumulada de 18,9%. “O Paraná saiu na frente no processo de correção porque o mercado antecipou o impacto da nova safra”, explicou o analista.
Para novembro, a perspectiva continua sendo de pressão sobre as cotações, mas o fator climático permanece no centro das atenções. “O comportamento do clima será determinante. Se houver prejuízos relevantes por excesso de chuvas, o mercado pode encontrar suporte e até inverter o movimento de baixa”, avaliou Bento. Segundo ele, impactos mais severos podem afastar os preços da paridade de exportação e aproximá-los novamente da paridade de importação.
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Fonte: Ritiele Rodrigues – Safras News
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