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Alimentos recuam e cesta básica volta a custar menos de R$ 800 em Cuiabá


Depois de duas semanas consecutivas de alta, o custo da cesta básica em Cuiabá voltou a cair e ficou abaixo da marca dos R$ 800 na média semanal. O valor reduziu de R$ 806,98 para R$ 788,74, uma variação negativa de 2,26% em relação à semana anterior. Em comparação ao mesmo período no ano passado, a diferença é de apenas 0,02%, já que o custo era de R$788,55.

O preço não é distante da média marcada no mesmo período de 2024, a diferença é de apenas 0,02%, já que o custo era de R$788,55.

O alimento campeão na queda de preço é o tomate, com um recuo de expressivos 36,19%, passando de R$ 8,26/kg para R$ 5,27/kg. A baixa pode estar relacionada à segunda fase da safra de inverno e às altas temperaturas, que aceleraram a maturação dos frutos e ampliaram a quantidade de oferta. Em relação ao mesmo período do ano passado, o valor do tomate é 7,55% menor, já que o produto custava, em média, R$ 5,70/kg.

O açúcar também contribuiu para a redução do valor total da cesta, com queda de 3,88% e preço médio de R$ 2,11/kg. A safra recorde de cana-de-açúcar e a superprodução ajudaram a pressionar os preços para baixo, diante de uma demanda interna mais fraca. No comparativo anual, o produto está 43,06% mais barato que em 2024, quando o preço médio era de R$ 3,70/kg.

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Por outro lado, a batata segue uma trajetória de alta, com aumento semanal de 9,22%, atingindo os R$ 4,34/kg. O fim da colheita da safra de inverno e o clima chuvoso nas principais regiões produtoras têm dificultado o trabalho no campo, reduzindo a oferta. Mesmo assim, no comparativo com 2024, o preço ainda é 39,13% menor para o mesmo período que custava R$ 7,14/kg.

Para o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, apesar das oscilações entre os produtos no último ano, o custo da cesta básica praticamente se igualou ao valor registrado em 2024, resultado que não era observado desde setembro do ano passado.

“Isso sugere uma desaceleração consistente no ritmo de alta dos alimentos, refletindo uma estabilidade momentânea nos preços essenciais ao consumo das famílias ao retornar ao patamar abaixo de R$ 800, compreende-se o papel das variações de alimentos como o tomate e batata, que possuem sazonalidade clara e influenciam o ritmo do conjunto de bens da cesta. Além disso, ao observar com consistência, as motivações de variações favorecem o planejamento das famílias”, completa o presidente.

agro.mt

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