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Segundo o projeto CPA-MT, em set/25, os custos com insumos do milho da safra 25/26 em MT ficaram, em média, em R$ 2.922,01/ha – MAIS SOJA


Em set/25, o projeto CPA-MT estimou o Custeio de milho da safra 25/26 em R$ 3.305,87/ha, avanço mensal de 0,32%, reflexo da valorização dos insumos. Diante disso, o COE exibiu alta de 0,20% frente a ago/25, sendo projetado em R$ 4.792,45/ha, enquanto o COT atingiu R$ 5.381,07/ha, incremento de 0,17% no mesmo comparativo.

Com isso, ao analisar o ponto de equilíbrio dos indicadores de custo de produção, considerando a produtividade média das últimas três safras, de 116,61 sc/ha, para que os produtores possam cobrir o Custeio, o COE e o COT, terão que negociar a sua produção a pelo menos R$ 28,35/sc, R$ 41,10/sc e R$ 46,15/sc, respectivamente.

Nesse cenário, observa-se que o preço ponderado do cereal no estado, em set/25, de R$ 44,67/sc, cobre apenas as despesas do Custeio e do COE. Assim, o preço do milho ainda não alcança o COT, o que significa que o produtor ainda não consegue a recuperação total com as despesas das depreciações e com o Pró-Labore.

VALORIZAÇÃO: o preço do milho em Mato Grosso fechou na média de R$ 45,91/sc, o que representa um aumento frente à última semana de 1,39%.

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QUEDA: a cotação do milho em Chicago exibiu retração semanal de 0,48%, devido à pressão na colheita e à expectativa de safra recorde nos EUA.

ALTA: o dólar fechou a semana na média de R$ 5,46/US$, um incremento semanal de 1,80%, motivado pela aversão ao risco com a alta das tensões comerciais entre os EUA e a China.

Segundo o projeto CPA-MT, em set/25, os custos com insumos do milho da safra 25/26 em MT ficaram, em média, em R$ 2.922,01/ha, alta de 2,85% frente ao ano anterior

O avanço foi motivado pela valorização dos gastos com sementes (1,09%) e, pelo aumento nos macronutrientes, que subiram 10,12% no comparativo anual, alcançando R$ 1.289,31/ha. Diante desse cenário e da necessidade de aquisições de insumos, a relação de troca (RT) torna-se ainda mais relevante para a tomada de decisão.

Nesse contexto, para adquirir uma tonelada de ureia e uma de MAP, o produtor precisa entregar, respectivamente, 76,66 e 102,79 sacas de milho. Ao comparar com o mesmo período de 2024, a RT da ureia apresentou alta de 13,62%, enquanto a RT do MAP recuou 3,39%, movimento considerado favorável ao produtor.

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Por fim, é essencial que o produtor aproveite às oportunidades do mercado neste início de safra, período em que se concentra a aquisição da maior parte de seus insumos, com o objetivo de minimizar riscos e otimizar os custos produtivos.

Confira o Boletim Semanal do Milho n° 870 completo, clicando aqui!

Fonte: IMEA



 

FONTE
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Autor:Boletim Semanal do Milho

Site: IMEA

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