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Plantio da safra de soja 2025/26 atinge 24%, aponta AgRural

O plantio da soja 2025/26 avança em bom ritmo no Brasil, impulsionado pelas chuvas que voltaram a atingir áreas do Centro-Oeste, segundo a consultoria AgRural. Até a última quinta-feira (16), cerca de 24% da área estimada para a cultura estava semeada. O número representa um avanço de 10 pontos percentuais em relação à semana anterior (14%) e supera os 18% registrados no mesmo período do ano passado.

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A AgRural atribui o desempenho ao retorno das precipitações em regiões-chave. Com o aumento da umidade, a semeadura ganhou força principalmente em Mato Grosso, que ultrapassou o Paraná e assumiu a dianteira entre os Estados produtores nesta safra.

Para o milho verão 2025/26, o levantamento da AgRural aponta que o plantio alcançou 51% da área estimada no Centro-Sul, ante 45% na semana anterior e 48% no mesmo período do ano passado. Com os trabalhos praticamente encerrados no Sul, a atenção agora se volta para São Paulo, Minas Gerais e Goiás, onde a semeadura está em fase inicial.

Pátria Agronegócios alerta para chuvas irregulares

Segundo a consultoria Pátria Agronegócios, o plantio chegou a 23,27% da área total de soja até a última sexta-feira (17). De acordo com o analista Matheus Pereira, o avanço mais expressivo ocorreu no norte do Mato Grosso, sul do Mato Grosso do Sul e Paraná.

Pontos de atenção na safra 25/26

Segundo Pereira, as chuvas continuam irregulares e o mercado segue atento à distribuição das precipitações, principalmente na região central do país. No norte do Paraná e em parte de São Paulo, ainda há áreas que enfrentam falta de umidade suficiente para o desenvolvimento inicial das lavouras.

Pereira afirma que o calendário de plantio da soja ainda está dentro da normalidade e que, por ora, não há motivo para preocupação com o potencial produtivo da safra. O principal risco, segundo ele, é o encurtamento da janela de plantio do milho safrinha, caso as chuvas fiquem mais atrasadas no fim de outubro e começo de novembro. 

O analista também chama a atenção sobre o câmbio. Segundo ele, o dólar abriu a semana em queda, influenciando diretamente as cotações internas da oleaginosa. Como explicar Pereira, o movimento da moeda americana dita o ritmo do cenário da soja: quando o dólar recua, o preço cai e, quando aumenta, o preço se fortalece. 

 

agro.mt

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