O plantio de soja 25/26 no estado de Tocantins começou no dia 1º de outubro, após o fim do vazio sanitário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Segundo a presidente da Aprosoja do estado, Caroline Barcellos, a expectativa é de uma safra consolidada para o próximo ano.
”Esse ano tivemos um crescimento de área e, em 2026, esperamos mais segurança jurídica, fundiária e ambiental, para que o produtor possa focar em expandir seus negócios”, explica Barcellos.
Segundo a presidente, será uma temporada desafiadora. ”O nosso produto está muito desvalorizado, enquanto os insumos estão valorizados. Ou seja, nosso custo está muito mais alto do que o esperado”, aponta Caroline.
Para ela, a expectativa é de que os investimentos já realizados pelos produtores tragam bons resultados. “Estamos confiantes de que todo o esforço aplicado na lavoura traga retorno. O produtor tem feito sua parte, investindo e buscando eficiência. Mas, é fundamental contar com o apoio do governo em licenças e regularizações. Tocantins está em crescimento e precisamos de políticas governamentais que apoiem o sojicultor”, afirmou.
O vice-presidente da Aprosoja Tocantins, Thiago Facco, destacou que a comercialização deve ser um dos principais pontos de atenção. “As margens estão muito apertadas e os preços estáveis. Qualquer detalhe na compra de insumos ou na venda da produção pode impactar o resultado. O planejamento é essencial”, pontuou.
Facco também alerta para os efeitos do crédito restrito e das condições climáticas sobre a safra. “Vivemos um ciclo de altos custos e pouco acesso ao crédito. Não há margem para erros. O produtor precisa respeitar a janela de plantio e executar cada etapa com precisão para garantir o sucesso da produção”, afirmou.
O engenheiro agrônomo e inspetor da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Cleovan Barbosa, reforçou que os cuidados técnicos são decisivos para a sanidade e produtividade das lavouras.
“É essencial usar sementes de alto vigor, realizar o tratamento adequado com fungicidas e inseticidas, garantir a inoculação correta e eliminar tigueras. Também é importante ajustar o uso de pré-emergentes conforme o solo, manter a limpeza das máquinas e descartar adequadamente os restos culturais”, detalhou.
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