A votação para escolha dos nomes das três novas onças-pintadas avistadas na Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil (RPPN), em Barão de Melgaço, a 121 km de Cuiabá, chegou ao fim e os nomes vencedores foram revelados nesta terça-feira (30).
A campanha convidou o público a participar da escolha dos nomes das onças: uma mãe e duas filhotes, que vivem na área preservada da reserva natural do Sesc Pantanal. A iniciativa faz parte de um projeto de monitoramento e conservação da espécie, desenvolvido em parceria com o Museu Nacional, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pesquisadores que acompanham a presença de mais de 30 onças na região.
Os nomes escolhidos foram:
A gerente-geral do Sesc Pantanal, Cristina Cuiabália, destacou o engajamento do público e o valor simbólico da ação.
“Depois de uma campanha super especial, temos finalmente os nomes escolhidos pelo público. Chegamos a Aurora, Celeste e a Tchuva, em homenagem ao nosso linguajar pantaneiro, que também é um patrimônio cultural. Esperamos que quem participou tenha a chance de vir ao Pantanal e, quem sabe, ver essa família pessoalmente”, disse.
A ação reforça a importância da preservação da fauna pantaneira e busca aproximar o público dos esforços de conservação ambiental desenvolvidos na região.
As cenas capturadas por uma das 165 câmeras da pesquisa de grandes felinos realizadas na RPPN mostram a interação familiar, que inclui amamentação e brincadeiras entre mãe e filhas e também entre os filhotes.
Mãe e filha na reserva
Os animais são monitorados de forma contínua, por meio da pesquisa de longo prazo realizada pelo Polo Socioambiental Sesc Pantanal em parceria com instituições como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS) e o Museu Nacional.
A pesquisa busca entender o uso do espaço pelas onças-pintadas e contribuir com a conservação dessa espécie, vulnerável à extinção. Por se trata de um predador no topo da cadeia alimentar, sua presença indica a qualidade ambiental da Reserva.
A pesquisa também é realizada com o auxílio de guarda-parques e auxiliares de parque da RPPN, pantaneiros que nasceram e vivem até hoje na região, e conhecem profundamente os ciclos de seca e cheia, as trilhas naturais e os sinais da fauna local.
Além das mais de 300 publicações científicas realizadas na RPPN em quase três décadas, são realizadas na área de 108 mil hectares atividades de ecoturismo, educação ambiental, restauração florestal, desenvolvimento comunitário e atividade de Manejo Integrado do Fogo (MIF).
Atualmente a reserva possui uma população de 39 onças-pintadas, identificadas por câmeras espalhadas na reserva.
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