MT conclui colheita do algodão e Brasil deve atingir novo recorde na safra 2025/26

Mato Grosso encerrou a colheita da safra 2024/25 de algodão com 100% da área colhida até o dia 26 de setembro, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O resultado marca o fim de um ciclo desafiador, mas que consolidou o estado como líder absoluto da cotonicultura brasileira, responsável por mais de 70% da produção nacional.

A evolução do trabalho foi marcada por forte ritmo de colheita ao longo de agosto e setembro, com destaque para a região Médio-Norte, onde estão municípios como Lucas do Rio Verde, Sorriso e Nova Mutum, que sozinha responde por quase metade da produção estadual. Nessas áreas, as máquinas avançaram rapidamente, favorecidas por condições climáticas adequadas e logística ajustada.

Enquanto Mato Grosso fecha uma safra, as projeções para o próximo ciclo já reforçam a relevância do país no cenário global. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a primeira estimativa para a safra 2025/26, apontando que a área cultivada no Brasil deve alcançar 2,16 milhões de hectares, um incremento de 3,54% em relação ao ciclo anterior. O crescimento é puxado pela Bahia, que deve ampliar em 35 mil hectares sua área plantada, consolidando-se como segunda maior produtora nacional.

Apesar do avanço em área, a produtividade deve sofrer leve ajuste. A Conab prevê média de 304 arrobas por hectare, recuo de 2,74% frente ao recorde registrado na safra 2024/25. Ainda assim, a produção de algodão em caroço deve chegar a 9,85 milhões de toneladas, crescimento de 0,70% sobre o ciclo anterior. Desse total, cerca de 4,09 milhões de toneladas de pluma devem ser produzidas, estabelecendo um novo recorde histórico para o país.

Com esses números, o Brasil reforça sua posição estratégica no mercado internacional de algodão, ampliando a oferta ao mesmo tempo em que sustenta a competitividade frente a grandes players globais. Para Mato Grosso, maior produtor nacional, a perspectiva é de continuidade no protagonismo, especialmente nas regiões do Médio-Norte e Centro-Sul, que seguem como motores da cotonicultura.

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Além do impacto econômico, os resultados apontam para a necessidade de atenção à sustentabilidade da produção. A ampliação da área semeada deve ocorrer sobretudo pela conversão de pastagens em lavouras, sem expansão sobre novas áreas, mantendo o alinhamento do setor às exigências ambientais e de mercado.

agro.mt

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