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estado brasileiro busca posição de destaque na produção de soja

Com o fim do período do vazio sanitário, o estado do Rio Grande do Sul está autorizado a iniciar a semeadura da safra 25/26 de soja a partir da próxima quarta-feira (1º). Caso as previsões se confirmem, o estado poderá recuperar a vice-liderança nacional na produção da oleaginosa. No entanto, entidades e produtores observam o cenário com cautela devido ao alto endividamento no campo.

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Um levantamento da Emater, divulgado durante a última Expointer, projeta uma área de 6,7 milhões de hectares cultivados e produção acima de 21 milhões de toneladas, um avanço de mais de 50% em relação à temporada 2024/25. Com esse volume, o estado voltaria à segunda posição entre os maiores produtores do país, atrás apenas do estado de Mato Grosso.

Se confirmada, seria uma safra histórica. Nas últimas seis temporadas, apenas a de 2020/21 foi considerada boa, enquanto as demais registraram perdas por seca ou enchentes. Apesar das projeções otimistas, entidades e produtores seguem cautelosos. Além do clima incerto, as principais preocupações são o endividamento rural e a dificuldade de acesso a crédito.

Sem insumos, sem soja

Às vésperas do plantio, muitos agricultores ainda não têm os insumos em mãos, o que pode comprometer o planejamento da safra de soja. Alguns precisarão reduzir a área de cultivo ou recorrer a um manejo com baixa tecnologia, utilizando menos fertilizantes do que o recomendado, o que impacta diretamente a produtividade.

O presidente da Aprosoja Rio Grande do Sul, Ireneu Orth, alerta que dificilmente o estado terá uma grande safra nesta temporada. Ele aponta dois fatores principais: muitos produtores, especialmente os que cultivam em terras arrendadas, podem ficar sem plantar, e outros poderão plantar com quantidade insuficiente de insumos.

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O governo federal editou uma medida provisória liberando R$ 12 bilhões para renegociação de dívidas rurais. Segundo a Farsul, no entanto, o endividamento do setor no estado é mais que o dobro desse valor.

Na prática, isso significa que alguns agricultores têm sementes, mas não possuem adubo. Enquanto isso, outros têm fertilizantes, mas não conseguiram comprar sementes. A tendência, de acordo com relatos do campo, é a redução da área plantada e o uso de tecnologias mais simples. Com isso, mesmo que a área projetada seja alcançada, dificilmente o Rio Grande do Sul terá uma grande safra em 2025/26.

agro.mt

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