O Banco do Brasil desembolsou R$ 40 bilhões em financiamentos ao agronegócio entre julho e meados de setembro. Os recursos fazem parte do ciclo da safra 2025/26, que vai até junho do próximo ano, e contemplam operações de crédito rural, títulos como a Cédula de Produto Rural (CPR). Além disso, linhas para cooperativas, agroindústrias e negócios da cadeia de valor do agro também são contempladas.
Segundo o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, os programas de custeio, como Pronaf e Pronamp, seguem ritmo semelhante ao das safras anteriores. Já as operações de investimento registraram queda, reflexo da menor liquidez e da necessidade de ajuste de caixa dos produtores. “É um movimento esperado, em um momento de margens mais apertadas, mas sem comprometer a condução da nova safra”, afirmou.
Entre grandes produtores, a cautela se repete tanto em custeio quanto em investimentos. Parte da demanda vem sendo suprida por CPRs emitidas fora do sistema de crédito rural monitorado pelo Banco Central. “Com a taxa Selic atual, muitos produtores que operam em taxas livres estão mais precavidos”, avaliou Bittencourt.
Apesar da liberação expressiva de recursos, a inadimplência na carteira de crédito rural do banco subiu para 3,49% no fim de junho, contra 1,32% no ano anterior. Ainda assim, 96% dos contratos permanecem em dia. Para reduzir riscos, o banco tem reforçado a exigência de garantias em operações mais sensíveis.
O executivo lembrou ainda da medida provisória que prevê a renegociação de dívidas de produtores e cooperativas, com a liberação de R$ 12 bilhões do Tesouro. A regulamentação deve sair nos próximos dias, permitindo a reestruturação de parte das dívidas.
No total, o Banco do Brasil pretende disponibilizar R$ 230 bilhões ao setor nesta safra, 2% acima do ciclo anterior. Desse valor, R$ 106 bilhões vão para agricultura empresarial, R$ 54 bilhões para médios produtores e agricultura familiar e R$ 70 bilhões para a cadeia de valor.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta colheita recorde de 353,8 milhões de toneladas na safra 2025/26. Para o banco, esse cenário aumenta a segurança no retorno dos financiamentos. “A projeção é positiva tanto para a produção quanto para o crédito”, disse Bittencourt.
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