Categories: Sustentabilidade

Alternativas para solos siltosos auxiliam produtores para maior segurança produtiva em MT

A safra 2024/25 no Vale do Araguaia foi marcada por extremos climáticos que reforçaram um desafio recorrente para os produtores da região. Os solos siltosos, comuns no Araguaia, exige estratégias de manejo específicas para garantir rentabilidade e sustentabilidade na produção agrícola.

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A soja da primeira safra se beneficiou das chuvas, enquanto milho, sorgo e gergelim da segunda safra foram prejudicados pela seca. Com esse cenário em mente, o Centro Tecnológico do Vale do Araguaia (CTECNO Araguaia), da Aprosoja MT, localizado em Nova Nazaré, aprofunda estudos voltados às alternativas para a segunda safra, com resultados que ajudam a orientar as decisões dos agricultores.

Práticas para solos siltosos

Segundo pesquisadores da unidade, o foco tem sido identificar as melhores práticas para solos siltosos, desde a escolha de variedades mais adaptadas até o manejo da fertilidade e a definição das culturas de cobertura mais adequadas. A ideia é construir soluções que ofereçam maior segurança produtiva, mesmo em safras marcadas por irregularidade de chuvas.

Safra 24/25 de soja

Durante o ciclo 2024/25, as lavouras de primeira safra foram beneficiadas por chuvas acima de 1.500 mm, garantindo produtividades médias de até 83 sacas de soja por hectare. Já a segunda safra enfrentou restrição hídrica severa, com apenas 291 mm em localidades como Nova Nazaré, o que comprometeu o desempenho de milho, sorgo e gergelim.

Para ampliar a base de pesquisas, 66 hectares foram reintegrados ao centro experimental, destinados a ensaios de rotação de culturas, calibração de fósforo e potássio, correção do perfil de solo, testes de plantabilidade, herbicidas e vitrines de cultivares de soja e híbridos de milho. Esses experimentos permitem compreender melhor a interação entre clima, solo e manejo, fortalecendo a geração de tecnologias locais.

Entre os destaques está o ensaio de rotação de culturas, que busca entender como diferentes combinações na segunda safra, como milho, braquiária, gergelim e consórcios integrados. Trata-se de um estudo de médio e longo prazo, estruturado para avaliar o impacto agronômico e, também, a viabilidade econômica de cada sistema.

Além de soja

Outro experimento relevante foi a vitrine de milho em sequeiro, semeada em fevereiro de 2025, com 29 híbridos avaliados. Apesar dos veranicos durante o florescimento e enchimento de grãos, a média foi de 106 sacas por hectare, com alguns materiais se destacando mesmo em condições adversas.

O sorgo também vem ganhando espaço no Araguaia, impulsionado pela demanda para ração animal e biocombustíveis. Ensaios conduzidos desde a safra 2023/24 investigam a resposta de diferentes materiais e manejos de nitrogênio, ampliando o leque de opções para o produtor.

Já no gergelim, estudos sobre adubação nitrogenada mostraram que a resposta da cultura depende fortemente do teor de matéria orgânica do solo. Em áreas com baixos níveis de MO (1,2%), o efeito do nitrogênio foi direto sobre a produtividade. Em contrapartida, solos mais ricos (2,3%) supriram naturalmente a necessidade da planta, reduzindo a dependência de fertilizantes.

Além disso, os ensaios também apontaram cuidados essenciais com o manejo de plantas daninhas, especialmente em culturas de base tecnológica restrita, como o próprio gergelim, que demanda implantação em áreas bem preparadas.

agro.mt

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