O mercado de soja passou a semana praticamente sem grandes mudanças nos preços, com cotações em Chicago mantendo-se lateralizadas diante de um cenário ainda indefinido. Segundo a plataforma Grão Direto, o acompanhamento do desdobramento da onda de calor que atingiu o meio-oeste dos Estados Unidos gerou alguma expectativa sobre impactos nas lavouras, mas os relatórios recentes não trouxeram fatores suficientes para provocar avanços.
No Brasil, mesmo com o leve recuo em Chicago e o câmbio pressionado para baixo, os prêmios de exportação ajudaram a manter os preços firmes. O mercado físico operou com ritmo moderado, e o foco dos agentes começa a se voltar para a safra 2025/26, reforçando atenção à temporada futura.
Em Chicago, o contrato de soja para setembro de 2025 encerrou a semana cotado a US$ 10,37 por bushel, apresentando leve alta de 0,1%, enquanto o contrato para março de 2026 recuou 0,37%, fechando a US$ 10,86 por bushel. O dólar caiu 0,18%, sendo cotado a R$ 5,42 no final da semana. Pautado em indefinições, o mercado físico apresentou movimentos mistos, refletindo a cautela dos operadores.
O cenário futuro segue sendo moldado por diferentes fatores. No âmbito internacional, donos de navios buscam se adequar às novas regras do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, que estabelecem taxas adicionais para embarcações de fabricação, propriedade ou financiamento chinês em portos americanos. A medida ainda não é lei, mas já movimenta o setor, podendo impactar negativamente exportações de grãos e compras da China nos EUA.
No campo econômico, dados de emprego de agosto nos Estados Unidos, especialmente o payroll, podem redefinir as apostas sobre os próximos passos do Fed. No Brasil, o PIB do segundo trimestre e a produção industrial devem refletir os efeitos dos juros altos sobre a atividade econômica, influenciando também as expectativas para a Selic.
A agenda local inclui balanço da balança comercial, PIB, produção industrial e atenção especial ao PMI industrial, enquanto o cenário externo positivo tende a sustentar o Ibovespa em alta e o dólar em baixa, favorecendo também a possível queda dos juros na abertura.
Quanto ao clima, a partir de setembro, frentes frias devem gradualmente romper o bloqueio atmosférico, trazendo pancadas de chuva ainda irregulares nas áreas centrais, mas com maior consistência a partir da segunda quinzena do mês. Em outubro, o regime úmido deve se instalar de forma definitiva, favorecendo o plantio da soja.
De forma geral, o cenário aponta para um início de safra dentro da normalidade climática, com chuvas mais cedo que no ciclo 2024/25, embora ainda irregulares em setembro. O maior risco segue sendo a distribuição irregular e a possibilidade de tempestades localizadas.
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