O futuro das florestas plantadas em Mato Grosso passa por eucalipto, teca e tecnologia. Em Sinop, produtores, pesquisadores e empresários se reuniram para discutir como ampliar a produção sem abrir mão da sustentabilidade, mostrando que plantar árvores deixou de ser apenas uma ação ambiental.
Atualmente, Mato Grosso já possui mais de 190 mil hectares de florestas plantadas, majoritariamente de eucalipto e teca. O estado se consolida como um polo estratégico para a produção de biomassa, energia renovável e para o abastecimento das indústrias moveleira, de papel e celulose.
Em 2022, o setor arrecadou mais de R$ 66 milhões em impostos e exportou madeira para 61 países.
Esses números demonstram o peso da atividade na economia estadual e reforçam a importância da sustentabilidade como diferencial competitivo.
Promovido pela Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) e realizado na sede da Embrapa Agrossilvipastoril, o evento Florestar 2025 discutiu os desafios e oportunidades do cultivo de eucalipto.
Para Clair Bariviera, presidente da Arefloresta, o setor é vital para o desenvolvimento local. “O setor florestal é estratégico para Mato Grosso, gera renda, preserva o meio ambiente e tem espaço para crescer ainda mais”, afirmou.
A programação incluiu debates sobre manejo, fertilização e o futuro da teca, espécie de alto valor agregado que tem projetado Mato Grosso no mercado internacional.
Segundo Maurel Behling, pesquisador da Embrapa, a produtividade pode ser otimizada com a adoção de boas práticas. “Com boas práticas de manejo, conseguimos aumentar a produtividade e garantir uma floresta mais sustentável”, explicou.
O pesquisador também destacou que a crescente demanda internacional por produtos sustentáveis tem atraído investimentos privados, especialmente em regiões antes dedicadas apenas à pecuária e soja.
A silvicultura tem sido vista como estratégica para recompor áreas degradadas e, ao mesmo tempo, gerar empregos e novas oportunidades no interior do Brasil.
Assim, Mato Grosso se firma como uma nova fronteira florestal do país, unindo economia, inovação e preservação ambiental.
As florestas plantadas também fortalecem a matriz de energia renovável, oferecendo biomassa para a produção de energia limpa. Essa diversificação consolida o estado como referência não apenas no agronegócio, mas também em iniciativas sustentáveis de longo prazo.
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