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Banco Semear investe no primeiro prédio com certificação regenerativa do Brasil


Destacada por seu desenvolvimento econômico impulsionado pelo agronegócio, a cidade de Nova Mutum (cerca 242 km de Cuiabá) caminha para ser um “case” de sucesso também no ramo imobiliário. Pioneiro no Brasil, o município terá o primeiro edifício vertical com certificação “Positive Carbon”, que atende a padrões internacionais e nacionais. Já em andamento, a obra segue os padrões de construção regenerativa e conta com investimento do Semear Banco de Investimento.

O projeto possui certificação Green Luxury, executado em parceria com a empresa União Incorporadora. A certificação Green Luxury foi desenvolvida sob a liderança da Ma.Eng. Lourdes Cristina Printes, pioneira na aplicação de processos de certificação na América Latina.

Batizado de Grand Laguna, o empreendimento é erguido seguindo escolhas de materiais e técnicas a caminho da neutralização máxima de GEE – Gases de Efeito Estufa gerados para os processos, incluindo transporte, concreto, aço, resíduos e emissões indiretas. Esse processo está levando em consideração o uso de práticas regenerativas locais, gerando créditos de carbono e benefícios duradouros para o bioma e para as futuras gerações.

“Estamos abrindo uma nova frente estratégica de atuação, com a aplicação direta da economia regenerativa no mercado financeiro. A escolha de Nova Mutum como primeiro destino desse investimento não foi por acaso. É uma cidade produtiva, emergente e desafiadora. Esse cenário é perfeito para a aplicação de soluções que garantam a continuidade no desenvolvimento, sem sacrificar o meio ambiente, seguindo um método de desenvolvimento limpo, unindo regeneração e sustentabilidade”, relata o representante do Semear Banco de Investimento, Rodrigo Santos.

Entre as ações que elevam o edifício ao patamar de construção regenerativa estão o uso de materiais com baixa emissão de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida, menor pegada de carbono, a implantação paisagística com espécies nativas do Cerrado e da Amazônia, a captação e o reuso da água da chuva, a utilização de fontes renováveis de energia nas áreas comuns e a implementação de um plano de educação ambiental voltado aos moradores e à comunidade local em conjunto de ações culturais e sociais de apoio. A iniciativa demonstra que é possível investir, construir e habitar promovendo a regeneração ambiental, seguindo um método de desenvolvimento limpo, unindo regeneração e sustentabilidade, e preservando os recursos naturais.

Com torres de mais de 100 metros de altura, o Grand Laguna já é visto como um símbolo de um novo tempo para o segmento da construção civil de Mato Grosso. Segundo a União Incorporadora, a cada apartamento vendido uma árvore nativa da Amazônia será plantada, recuperada e monitorada em tempo real. Somado a isso, o morador terá uma árvore registrada com seu nome em uma floresta viva e permanente, chamada Floresta Grand Laguna.

Construção regenerativa

A construção regenerativa é uma nova linha de urbanismo que chega no setor da construção civil com a missão de ser uma ferramenta de revitalização ecológica e social. A iniciativa propõe que as obras devem ir além das ações de redução de danos e preservação. Agora, o foco deve ser também regenerar todo o ecossistema. Esse processo tem consultoria em todas as etapas, iniciando no projeto, fontes de extração dos recursos necessários, seguindo para a obra, descarte de resíduos, operação e utilização final do produto (edifício) pelo usuário final.

O Relatório Global sobre a Situação da Construção e Edificações 2024/2025 aponta que, mesmo com progressos nos últimos anos, a construção civil continua com participação significativa na crise climática. O estudo publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e pela Aliança global para Edificações e Construções mostra que o setor consome 32% da energia global e contribui com 34% das emissões globais de CO2 (dióxido de carbono).

agro.mt

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