A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira apresentou ao governo federal um plano para redirecionar aos países árabes parte das exportações brasileiras atingidas pelo tarifaço dos Estados Unidos.
Atualmente, o Brasil exporta para 22 países árabes e, em 2024, a receita dessas vendas foi recorde, com US$ 23,6 bilhões.
O estudo da entidade identificou 13 produtos da pauta com o mercado norte-americano que têm potencial de inserção nos países árabes, como o café e a carne bovina.
A proposta é que parte do grão possa ser absorvido por Arábia Saudita, Egito e Argélia, que em 2024 compraram juntos um total de US$ 905 milhões da commodity. No entanto, o Brasil só forneceu 13,4% desse volume.
Segundo o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Mohamad Mourad, a intenção é sensibilizar novos mercados árabes a respeito do potencial de produção e exportação brasileira. “O agro brasileiro chega a esses mercados com boa qualidade, bom preço e competitividade”, ressalta.
No entanto, para que a ideia avance, Mourad acredita que o Brasil deve focar em estar mais próximo a esses mercados. “O árabe preza muito relacionamento. Nós temos um ótimo relacionamento com os países árabes, mas isso pode ser melhorado”, considera.
Segundo ele, os 22 países do mundo árabe importam de café quase a mesma quantidade que os Estados Unidos – o maior mercado consumidor da bebida – compram do Brasil, ou seja, aproximadamente 8 milhões de sacas.
Mourad ressalta que o Brasil vende pouco mais de US$ 500 milhões de café aos árabes, mas tem potencial para ir muito além. “Não preencher a sua totalidade [da demanda total árabe] porque isso seria uma utopia, mas podemos aumentar e bem esse número.”
A carne bovina congelada também poderia ter mais espaço, na avaliação da Câmara de Comércio. Em 2024, países como Egito, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita compraram US$ 2,26 bilhões da proteína, sendo que 43% desse volume veio do Brasil. Contudo, a entidade acredita que é possível aumentar esse mercado, visto que se tratam de nações altamente consumidoras e reexportadoras da proteína animal brasileira.
“Os árabes importam do mundo US$ 3,2 bilhões de dólares [de carne] e nós [o Brasil] exportamos US$ 1,2 bilhão [para eles], então também temos muito espaço para trabalhar”, considera.
O estudo da Câmara destaca o fato de os países árabes apresentarem alíquotas de importação de 0 a 30%, com a maioria dos produtos sendo taxada entre 5 e 6%. Na avaliação da entidade, essas tarifas poderiam ser reduzidas com novos acordos de livre comércio.
“Nós temos produto, fornecimento e qualidade. Tudo isso é refletido em preços competitivos. Então, acredito que o que falta para o exportador brasileiro é estar mais presente. E como nós fazemos isso? Através de missões comerciais, participações em feiras e eventos internacionais, principalmente nos países árabes, e trabalhar muito forte esses novos acordos comerciais, onde essas tarifas podem ser derrubadas”, conclui.
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