O mercado brasileiro de soja registrou forte movimento nesta terça-feira (12), impulsionado pela alta na Bolsa de Chicago. Segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, a valorização de cerca de 20 pontos na CBOT trouxe suporte adicional às cotações, especialmente nos portos. Apesar da queda acentuada do dólar e de ajustes discretos nos prêmios, o avanço em Chicago sustentou o mercado nacional.
Ao longo do dia, houve relatos de bons negócios, com portos e indústrias buscando soja a preços firmes. O produtor aproveitou o momento para fechar volumes relevantes, principalmente com pagamentos programados para setembro. De modo geral, os preços subiram de forma consistente, não explosiva, mas suficiente para gerar boas oportunidades.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em alta expressiva. Após uma manhã de realização de lucros, o mercado reverteu a tendência após a divulgação do relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontou safra e estoques americanos para a temporada 2025/26 abaixo das expectativas dos analistas.
A produção norte-americana está estimada em 4,292 bilhões de bushels (116,8 milhões de toneladas), contra 4,335 bilhões (117,98 milhões) do relatório anterior e 4,371 bilhões (118,96 milhões) esperados pelo mercado. A produtividade foi revisada para 53,6 bushels por acre, ante 52,5 bushels do relatório anterior.
Os estoques finais de soja nos EUA foram projetados em 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas), contra 310 milhões (8,44 milhões) do relatório anterior e uma expectativa de 359 milhões (9,75 milhões) pelo mercado.
No cenário global, os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 124,9 milhões de toneladas, abaixo da previsão de 127,9 milhões. Para a temporada 2024/25, a estimativa é de 125,2 milhões de toneladas, ligeiramente acima da expectativa de 125 milhões.
Os contratos da soja em grão para entrega em setembro de 2025 fecharam com alta de 21 centavos de dólar por bushel (2,11%), cotados a US$ 10,12 3/4 por bushel. A posição em novembro de 2025 avançou 21,5 centavos (2,12%), fechando a US$ 10,32 3/4 por bushel.
Nos subprodutos, o farelo para dezembro de 2025 teve valorização de US$ 1,70 (0,58%), cotado a US$ 291,90 por tonelada. O óleo para o mesmo vencimento fechou a 53,14 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,14 centavo (0,26%).
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,02%, cotado a R$ 5,3872 para venda e R$ 5,3852 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,3862 e R$ 5,4450.
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