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os 100 anos da soja no Brasil

Os cem anos da cultura da soja no Brasil é o tema central da 10ª edição do Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e do Mercosoja, que teve início nesta segunda-feira (21), em Campinas (SP). A conferência de abertura do evento ampliou o olhar para o Mercosul e reuniu nomes históricos do melhoramento genético da cultura no Brasil e na Argentina.

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Moderado pelo jornalista Giovani Ferreira, do Canal Rural, o painel contou com Romeu Kiihl (MGS Melhoramento Genético e Sementes), considerado o pai da soja tropical; Tuneo Sediyama (UFV); Rodolfo Luis Rossi (AC Soja/Argentina); e Gerardo Bartolomé (Grupo Dom Mário/GDM).

Kiihl apresentou uma linha do tempo da evolução da soja no Brasil, desde os primeiros testes no final do século XIX até os avanços trazidos pela Embrapa Soja, fundada em 1975, e pela lei de proteção de cultivares. Ele relembrou a transformação da cultura, inicialmente adaptada às condições do Sul, até sua expansão ao Cerrado, graças ao entendimento do período juvenil longo.

Já Sediyama destacou os pilares do sucesso da soja brasileira, como o melhoramento genético, o manejo do solo e a nutrição de plantas, além de apontar para uma nova fase, marcada pela introgressão genética com ferramentas modernas de edição gênica.

Argentina

Na Argentina, o desenvolvimento seguiu um caminho diferente. Como explicou Rodolfo Rossi, o impulso inicial foi dado pela iniciativa privada, com destaque para empresas como o Grupo Dom Mário, que utilizaram materiais genéticos norte-americanos para criar cultivares adaptadas às condições locais.

lém disso, o país apostou cedo na industrialização da soja e liderou a regulamentação de plantas transgênicas em 1996. Gerardo Bartolomé também ressaltou o papel da genética na busca por cultivares cada vez mais produtivas, tanto para os argentinos quanto para os brasileiros.

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Futuro da oleaginosa

Ao final do encontro, os palestrantes projetaram um futuro promissor para a soja no Mercosul, alavancado pelas novas biotecnologias e pelo talento da nova geração de pesquisadores. Kiihl fez um apelo aos jovens melhoristas: “As ferramentas são extraordinárias, mas é preciso lembrar que a soja cresce no campo”.

agro.mt

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