As exportações de carne bovina mato-grossense no primeiro semestre de 2025 somaram 368,81 mil Toneladas em Equivalente Carcaça (TEC). Deste volume 49,55% tiveram a China como destino e apenas 7,20% os Estados Unidos, segundo maior importador do estado.
O Brasil está há 10 dias do início do aumento tarifário imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump de 50%. Com a tarifa adicional, as importações de produtos brasileiros somaram 76% de impostos.
Hoje, os Estados Unidos é o segundo maior comprador de carne bovina brasileira, representando 13,69% do volume total exportado no primeiro semestre de 2025.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), somente de Mato Grosso o país importou entre janeiro e junho 26,5 mil TEC, enquanto a líder China 182,7 mil TEC. O Chile foi o terceiro principal importador com 20,3 mil TEC, seguido da Rússia com 19,7 mil TEC e o Egito com 12,4 mil TEC.
“Apesar das tarifas adicionais, o Mato Grosso é pouco dependente dos Estados Unidos, já que conta com um mercado externo bem diversificado, o que cria a possibilidade de redirecionamento para países que já importam carne bovina, reduzindo os impactos da retração nos envios ao mercado norte-americano”, pontua o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em seu boletim semanal da bovinocultura.
Em recente entrevista ao Canal Rural Mato Grosso, o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Pereira Ribeiro Junior, pontuou que a imposição de uma tarifa de 50% ao Brasil “inviabiliza qualquer concorrência”.
De acordo com a Acrimat, a nova taxação dos Estados Unidos colocaria o preço da tonelada da carne bovina mato-grossense em cerca de US$ 8,6 mil, o que inviabilizaria a comercialização para aquele país.
“Essa carne que seria mandada para os Estados Unidos vai impactar no nosso mercado. Vai refletir em baixa no preço da arroba. Impacta a cadeia como um todo. Os frigoríficos estão preocupados e o produtor, como sempre a bomba estoura no lado mais fraco, vai sofrer esse impacto com maior força”, frisou o presidente da entidade à reportagem.
Conforme o boletim do Imea, atualmente os Estados Unidos contam com 30% das importações totais sendo oriundas do Brasil. “Dessa forma, eles precisariam redirecionar a compra para países como Austrália, Argentina e Uruguai, países que, em geral, possuem preços acima dos do Brasil”, completa.
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