Conheça Pupy e Kenya, as elefantas africanas que vivem no santuário em MT | MT

🐘 As elefantas africanas Pupy, de 35 anos, e Kenya, de 44 anos, vivem atualmente no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, depois de décadas presas em zoológicos. Ambas vieram de ecoparques em Buenos Aires, na Argentina, Pupy chegou em abril e ‘recepcionou’ Kenya, durante sua chegada, nessa quarta-feira (9).

Pupy foi inicialmente transportada em 1993 do Parque Nacional Kruger para um zoológico em Buenos Aires, onde viveu por mais de 30 anos. Depois, passou a maior parte de sua vida no Templo Hindu dos Elefantes, localizado no ecoparque de Buenos Aires, no centro da cidade. Já Kenya viveu sozinha no antigo zoológico de Mendoza por quase toda a vida.

As duas percorreram mais de 2 mil km até o novo lar. A previsão era de que Pupy saísse do ecoparque no dia 22 de fevereiro, mas a data foi prorrogada, pois a caixa preparada para o transporte não estava segura. Em relação a Kenya, o treinamento durou meses até que ela se adaptasse à caixa de transporte e às práticas de dessensibilização, como sons e movimentações ao redor.

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O diretor do SEB, Scott Blais, e a Dra. Trish acompanharam de perto toda a preparação para o transporte dos animais, priorizando o conforto e todos os cuidados necessários. A adaptação à caixa é um processo importante para que a viagem seja tranquila. Na preparação de Pupy, ela não se sentiu segura ao fechar a caixa.

“Ela já ficava bem na caixa, mas não ficou segura quando foi feita a tentativa de fechá-la”, explicou Scott.

Na vez de Kenya, ela demonstrou o mesmo comportamento.

“Como Pupy, ela mostrou insegurança com o fechamento da porta da caixa de transporte. Por ser uma elefanta sensível, parte essencial do nosso trabalho tem sido conquistar sua confiança para que se sinta segura. Com dedicação dos tratadores e muita paciência, Kenya finalmente demonstrou tranquilidade”, afirmou.

Pupy e Kenya, as elefantas africanas que vivem no Santuário de Elefantes em MT — Foto: SEB

Agora Kenya está em processo de adaptação e exploração do local, enquanto Pupy já se sente em casa.

Além das duas, o santuário conta com cinco habitantes: Bambi, Mara, Raia, Maia e Guilhermina. Todas são elefantas asiáticas que foram resgatadas após décadas de suas vidas trabalhando em circos e zoológicos.

A perda dos companheiros

Em julho de 2020, foi anunciado que Pupy chegaria ao santuário, junto de sua companheira Kuky, após a cidade de Buenos Aires assinar um decreto oficial declarando que Kuky e Pupy seriam transferidas para o Brasil. No entanto, enquanto a construção do habitat dos elefantes africanos estava em andamento, Kuky faleceu, em outubro de 2024.

Algo semelhante ocorreu com Kenya, o treinamento dela estava sendo realizado simultaneamente com o de Tamy, um elefante asiático, de 55 anos, que também viria para o santuário, mas morreu em junho. O mamífero já enfrentava dificuldades físicas devido à idade avançada e ao confinamento extremo.

O santuário

 

Santuário de Elefantes Brasil (SEB) pode receber elefante Sandro, de Sorocaba (SP) — Foto: Reprodução

A Associação Santuário de Elefantes Brasil (SEB) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que resgata elefantes cativos em situação de risco, oferecendo-lhes o espaço, as condições e os cuidados necessários para que possam se recuperar física e emocionalmente dos anos passados em cativeiro.

O Santuário está localizado no município de Chapada dos Guimarães. O espaço tem o apoio de duas renomadas organizações internacionais de defesa e estudo dos elefantes, ElephantVoices e Global Sanctuary for Elephants.

🐘 Conhecendo o Santuário

Para conhecer o Santuário não é preciso ir lá, até porque os elefantes vivem soltos e se escondem na mata, e a intenção é justamente que eles não sejam uma atração como foram durante a vida toda nos cativeiros onde viveram.

No entanto, nas redes sociais e no portal é possível acompanhar os relatos do dia a dia destes animais, assim como assistir aos vídeos que os tratadores conseguem fazer durante o atendimento a elas.

E quem quiser ajudar de forma mais efetiva, pode participar da campanha “Adotar um Elefante”, enviando recursos especialmente para os cuidados de qualquer uma das moradoras.

agro.mt

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